Como arranjar um Holidate?
- junoits00
- 3 de dez. de 2025
- 4 min de leitura
Guia prático para quem se recusa a passar as festas de fim de ano a responder à pergunta: “E os namoradinhos?”

Inspirado em uma comédia romântica natalícia com Emma Roberts, este artigo pretende salvar seus momentos de solidão (ou não).
Em Holidate, a personagem de Emma e seu parceiro combinam de sair sempre que há um feriado (principalmente os familiares) e, dessa forma, conseguem ter uma boa companhia sem precisar ouvir “sozinha de novo?” ou levar um completo estranho que acaba por embaraçar toda a família.
Claro que isso nunca daria certo na vida real, e o filme mostra bem o porquê. Quando sais tantas vezes com a mesma pessoa, a conexão vai só aumentando e, de repente... PAH! Alguém se apaixona. Na melhor das hipóteses, os dois.
Então, a pergunta que surgiu ao assistir a este filme foi: Como arranjar um holidate? I mean, também quero fazer parte de uma comédia romântica de final de ano.
Plano A: Abrace a modernidade, esqueça a tradição

Conhecer pessoas de forma casual pode ser uma tarefa complexa quando o Natal já está à porta e a pressão familiar vem junto. Se queres evitar olhares de pena das tias e os julgamentos da prima rica que provavelmente já faz Medicina, há sempre uma opção: descarregar a aplicação mais injustiçada do mundo.
Nem toda a gente no Tinder procura aventuras rápidas.Há quem use para fazer amigos, conhecer pessoas novas na cidade ou até encontrar um amor a sério. Existem histórias felizes que começaram ali — e não apenas entre quatro paredes.
Por isso, se há quem encontre a alma gémea no Tinder, certamente também há quem encontre um holidate.Mas se a ideia de deslizar para a direita ainda te causa arrepios… calma. Existem opções menos comprometedoras.
Plano B: Amigos Cupidos

Esta dica pode ser promissora. Há inúmeras romcoms que começam assim.É uma ideia tão genial que já vi acontecer à minha frente: a rapariga foi apresentada ao famoso “amigo do namorado da amiga” e, no início, parecia tudo correr bem.
Cerveja para cá, cidra para lá… até que o tipo começou a perder o controlo — não pela coitada que estava mesmo à frente dele, mas por uma fulana que conversava com outro.
Depois de vários momentos constrangedores (incluindo o rapaz a beijar os próprios bíceps enquanto dizia ser melhor do que o tal conversante), não consegui deixar de reparar no olhar de “era este o meu suposto par ideal?” da rapariga que só estava ali porque o casal de amigos jurou ter encontrado o tipo certo para ela.
Ok, talvez este não tenha sido o melhor exemplo.Mas não custa nada tentar… vai que tu e a tua amiga ainda acabam num double date decente?
Plano C: Ex de amiga

Polémico, eu sei. É sempre bom pensar que a vida amorosa às vezes exige uma certa coragem.Se a tua amiga já se envolveu com alguém minimamente interessante (minimamente chega a ser uma ofensa… isto é muito arriscado por algo “mínimo”) e não foi para a frente, talvez valha a pena considerar uma guarda partilhada.
Não é porque não funcionou com ela que não vai funcionar contigo.
Mas atenção: antes de sair por aí a dar like em stories de ex de amiga, convém perguntar a ela se está tudo certo. O objetivo aqui é arranjar um holidate, talvez um possível affair, não uma nova temporada de Gossip Girl.
Plano D: O amigo “Barney Stinson”

Todos temos aquele amigo que está sempre a reagir nos stories, a mandar mensagem em horários suspeitos com propostas mais suspeitas ainda — às vezes chega a ser “um pouco touching demais”. Nós nunca levamos esse amigo a sério (compreensível), mas vai que...?
Tudo bem que ele flerta com tudo que se mexe, mas se ele é teu amigo ainda significa que alguma graça ele tem. Dar uma chance não é necessariamente um compromisso — pode ser só abrir um pouco a mente para novas aventuras.
Certo, posso ter exagerado... mas momentos de desespero pedem medidas desesperadas.
Plano E (e não se fala mais nisso): Sair de casa

Pois é. Infelizmente ninguém vai aparecer na tua porta dizendo:“Olá, sou o amor da tua vida. Importas-te de eu entrar? Eh pá, já te procurava há tempos...”
Sair de casa é quase sempre certeiro.Nem sempre é preciso ser uma “noite de festa”. Às vezes, a oportunidade aparece nos lugares mais aleatórios: um concerto, uma feira, uma aula de dança ou até num museu (imagina que chique conhecer alguém no museu).
O importante é estares num sítio que te faça sentir bem — porque quando estás descontraída, as conversas fluem naturalmente.
O truque é o mesmo em qualquer cenário: observa.Se o olhar se cruza com alguém que te desperta curiosidade, mantém o contacto visual. É simples, discreto e muito mais eficaz do que parece.
E se quiseres ser mais ousada, há o clássico gesto de assinatura: escrever o teu @ do Instagram num guardanapo e entregar com um sorriso. É vintage e bem mais memorável do que um match numa aplicação.
Mesmo que o holidate não apareça, voltas para casa com boas histórias (e, quem sabe, uma nova habilidade ou um novo amigo).
E se alguém perguntar “e os namoradinhos?”, já tens a resposta pronta:
“Ainda nada, mas aprendi sapateado e conheci um tipo que percebe de vinhos.”

No fim, nem sempre vale o esforço, pois não?
Às vezes, o melhor holidate é mesmo uma romcom da Netflix com um balde de pipoca ao lado. Mas se quiseres viver a tua própria comédia romântica de Natal, volta aqui e analisa bem as opções. O que será que pode acontecer?







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